Inhouse Construtora

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Como Fazer?

Caros amigos e amigas,

Construir é um sonho para muitas pessoas. Quem nunca imaginou a construção de sua própria casa, pensada para atender as suas necessidades e com detalhes personalizados? Assistimos à programas na televisão sobre reformas, lemos revistas de decoração e não resistimos quando entramos numa loja de materiais de construção e nos deparamos com peças que sonhamos em usar em nossa futura casa.
No entanto, não é raro sentirmos uma certa insegurança quando pensamos em iniciar uma obra. Vem uma espécie de frio na barriga, já que uma obra mal planejada gera desgaste, desilusão e custos que podem ultrapassar o orçamento previsto.
No blog da INHouse, criamos um roteiro informativo de como minimizar ao máximo esses problemas e fazer com que a construção seja um motivo de prazer e realização.
Estaremos sempre incluindo novos textos que vão discutir importantes aspectos de uma obra, assim como responder às dúvidas enviadas por vocês.
São pontos simples, que nada mais são do que um resumo sobre planejamento e administração de obra, além de outros aspectos que devem ser observados cuidadosamente ao longo da construção.

1. Valor de venda
Pode parecer que estamos começando a obra pelo seu final. Mas não é isso. Lembre-se de que, na maioria das vezes, o bem construído pode não ser eterno e que você decida vendê-lo por diferentes motivos. É importante avaliar muito bem o valor a ser gasto desde a escolha do local do terreno e o custo da obra. Cada gasto que fizer exige que você considere uma possível venda do seu futuro imóvel.

2. Escolha do local
Escolha um local que tenha perspectivas de valorização futura, de forma que o seu empreendimento tenha a maior probabilidade de ganho no futuro. Bons locais sempre custam mais, porém eles têm maior liquidez e o retorno do investimento é quase sempre garantido.

3. Escolha do terreno
É um dos itens mais importantes em qualquer obra. Muitas pessoas acabam optando por investir menos e, por isso, escolhem terrenos com valores mais baixos. Acontece aí o primeiro erro.
A diferença de custo entre um bom terreno se torna insignificante diante do total da obra. No final, o seu imóvel valerá muito mais, e novamente, terá maior liquidez.
Procure terrenos com a face voltada para o sol, com boa topografia e não deixe de considerar o perfil da vizinhança (tanto de casas como das pessoas que ali vivem).
Terrenos de esquina sempre são mais valorizados e trazem uma maior privacidade.

4. Topografia do terreno: boa ou ruim?
Escolha o terreno mais plano possível, sua obra terá custos bem menores. Um terreno em aclive ou declive pode em alguns casos propiciar uma vista mais avantajada, se está for a sua opção você deve procurar formar um ou mais platôs que evitarão estruturas mais robustas.
Não se esqueça de consultar um arquiteto ou a construtora, que podem auxiliá-lo antes da compra do terreno.

5. Estilo de arquitetura
É fundamental você ter em mente o estilo de arquitetura que mais agrada você e a sua família. Os estilos são vários: neoclássico, contemporâneo, provençal (francês ou italiano), padrão americano ou inglês, etc.
Não deixe de pesquisar e reunir referências visuais para começar a dar forma ao seu sonho. Existem vários sites que podem ajudar na escolha.

6. Escolha do arquiteto
Uma vez definido o estilo de arquitetura, chegou a hora de definir um dos itens mais importantes de sua obra: a escolha do arquiteto.
Não escolha o arquiteto apenas levando em conta o custo do seu serviço ou por já ter construído para algum amigo. Escolha o arquiteto primeiramente pela sua experiência no estilo de arquitetura que você definiu. É importantíssimo que ele tenha habilidade e conhecimento para desenvolver o projeto com expertise no produto final. Tudo vai ficar mais fácil no decorrer da obra.
Lembre-se também de que todas as sugestões e inúmeras decisões a serem tomadas ao longo da obra vão partir dele. Se o profissional correto não for escolhido, o desgaste durante a construção certamente será maior.
Não contrate um arquiteto sem ter consultado ao menos três pessoas que realizaram obras do mesmo porte da que está planejando. Ser um profissional famoso nem sempre é sinônimo de bons resultados.

7. Projetos técnicos
São os projetos que vão dar vida à sua casa: fundações, estrutura, elétrica, hidráulica, ar condicionado, aspiração central, automação, luminotécnica, áudio, vídeo, CFTV, lógica/dados, etc.
Defina primeiramente o nível de conforto que você almeja para a sua futura casa. Embora os custos destes projetos não sejam tão altos, é importante ter em mente o que você vai querer.
Para aqueles itens que você não tem certeza de que quer implementar, deixe os projetos prontos mas execute somente a parte de infraestrutura (o que também não tem custo tão elevado). Ao final dessa etapa, decida então quais equipamentos vão ser utilizados. Descarte aqueles que você tem certeza que não vai utilizar.
Para elaboração dos projetos técnicos escolhidos, procure uma empresa de confiança do arquiteto ou da construtora. Um projeto sólido pode trazer uma economia significativa durante a obra. São inúmeros os casos em que o projeto inicial teve um custo baixo, mas aquilo que foi gasto a mais na obra, como cimento, ferro, entre outros materiais, pagaria cinco vezes ou mais o custo de um bom projeto técnico.

8. Conciliação dos projetos com a arquitetura
É fundamental que os projetos técnicos sejam conciliados com o projeto de arquitetura. Isso evita inúmeros retrabalhos durante a obra. Todos os projetos devem ser conciliados e checados para que, ao longo da construção, exista o mínimo de correções e custos extras.
Uma dica preciosa: jamais inicie uma obra sem ter conciliado os projetos técnicos com o de arquitetura.

9. Escolha da construtora
Utilize os mesmos parâmetros da escolha do arquiteto, tais como experiência em obras no padrão da sua, obras executadas e referências de ao menos três clientes, antes de decidir quem vai executar a sua obra. Vale a pena também visitar uma obra que a construtora esteja realizando no momento antes da decisão final.
Cada mão de obra tem seus custos. Desconfie de valores muito baixos. No setor de construção civil, é comum encontrar propostas tentadoras vindas de empresas que querem iniciar a obra a qualquer custo, pois sabem que é muito complicado mudar a construtora no decorrer da obra. Neste caso o prejuízo pode ser muito grande.
Exija que a obra seja acompanhada tempo integral por um engenheiro com experiência. Lembre-se de profissionais mais jovens podem não ter vivências suficientes para resolver futuros problemas.
Analise os controles e métodos de acompanhamento que a construtora dispõe para minimizar erros e assegurar a qualidade final da obra.
Os principais itens a serem checados durante a obra vão ser abordados na sequência.

10. Modelos de orçamento
Dentre os modelos de orçamento, existem três tipos mais usados:
a) Preço por administração: é um modelo em que você paga um percentual sobre todos os custos envolvidos na obra. Isso inclui que você faça a aprovação de todas as cotações de materiais, mão de obra, insumos, prestadores de serviços, etc.
É um modelo mais trabalhoso para você, cliente, e exige que a construtora tenha uma programação e um planejamento muito ágil e antecipado. É importante ficar atento às cotações nesta modalidade – que, por vezes, trazem valores mais altos do que a realidade.
Neste formato você não tem garantia nenhuma sobre os custos finais, mas pode propor um custo alvo que, caso atingido ao final, trará uma bonificação para a construtora.
b) Preço fechado na parte cinza da obra: é o modelo mais utilizado hoje. O cliente tem a garantia de que o preço fechado na parte cinza da obra vai ser respeitado. A construtora tem agilidade nas compras e contratações, o prazo da obra é mais rápido e você terá uma participação maior somente na fase de acabamentos.
Na fase de acabamentos o custo é por administração, de forma que um percentual é estipulado sobre os itens de acabamento da obra.
Outro ponto favorável do preço fechado na parte cinza é que, caso haja mudanças no tipo de acabamento da obra, é possível alterar no momento da compra sem ter desgastes e aditivos contratuais.
Entenda como parte cinza da obra: quando obra está totalmente executada para receber acabamentos, como pisos, revestimentos, caixilhos, portas, equipamentos, pinturas, etc.
c) Preço fechado: é o modelo em que o cliente inicia a obra com 100% dos itens definidos, inclusive os acabamentos.
É um modelo que traz mais tranquilidade em relação ao custo final. No entanto exige que o cliente defina todos os acabamentos antecipadamente, inclusive as marcas, modelos, tamanhos e qualidade dos produtos. Os acabamentos são incorporados no contrato, o Memorial Descritivo Completo da obra, de forma que quaisquer mudanças ao longo do processo irá alterar o custo final.
Tome muito cuidado ao escolher este modelo de contrato.

11. Contratos
Descreva tudo o que foi preestabelecido no contrato com a construtora, incluindo cláusulas de penalidades e retenções de valores para evitar desconforto no futuro. Antes de assinar o contrato, tenha em mãos um cronograma físico e financeiro da obra elaborado pela construtora.
Exija o acompanhamento fotográfico mensal da obra, de forma que todas as etapas e pontos importantes sejam documentados. Ao final do processo você terá um arquivo fiel do que foi executado.
Também, deixe claro o envio dos comprovantes de pagamentos de impostos e encargos trabalhistas, que se não forem recolhidos serão de sua responsabilidade.
Não deixe fazer um seguro da obra, o custo é muito pequeno comparado com possíveis problemas que podem ocorrer.

12. Decorador
Quando o decorador deve ser inserido na obra?